sobre o silêncio
Eu não posso dar o braço a torcer. Não agora que eu percebi que sinto falta das partes boas, que sinto falta do cheiro de limão no teu cabelo, do Chanel nº 5, das tuas roupas de linho. Porque não via tua solidão, enquanto eu tentava esconder a minha.
Mas agora que estourei a bolha de proteção e tudo aquilo que amo em ti já não existe mais porque a sombra da pessoa que fostes me assombra com cada palavra não dita e com cada minúsculo esforço que fazes para dizer meu nome em voz alta porque não queres parecer infantil, quando na verdade o que queres dizer é: não sei dizer, não nos falamos mais.
Tu não queres dar o braço a torcer. Não quando eu comecei a procurar por toda e qualquer desculpa, para fingir que não quero te dizer como eu tenho passado, quais meus planos e os medos que tenho de seguir em frente sem teus conselhos.
Mas agora que estourastes a bolha de proteção e tudo aquilo que te orgulhavas em mim já não cabe mais porque o rastro da pessoa que me tornaria se perdeu em cada porta batida e em cada pontada que sinto ao perceber que me evitas de todas as formas, quando na verdade quero correr para longe e esconder as lágrimas que provocas.
E todos dizem que tudo o que basta é um “venha”. Para dizer sem esforço e sem medo em alto e bom som que tudo o que precisamos é um aviso. Um pequeno aceno. Um SINAL.
Quando na verdade eu sinto a tua falta. Toda a verdade de nossas mentiras está na falta que faço na tua vida e vice e versa. E posso escrever cada palavra dessas porque estou cansada e sei que não deveria ter te deixado ir. Eu deveria ter segurado firme, ficado de joelhos e implorado se fosse preciso. Agido novamente como aquela criança, e me arrastado aos teus pés, me agarrando com força em tua perna e chorado para que não me abandonasses.
Mas eu apenas finjo que posso ir para o conforto de teus braços; quando fecho os olhos e peço que o dia que segue não seja tão doloroso quanto o que se vai. Que algum dia eu possa ter teu perdão. Que algum dia eu possa perdoá-la. Que algum dia eu possa dizer o quanto você faz falta.
shelhass
Baseado na música Warning Sign por Coldplay e na vida.
Mas agora que estourei a bolha de proteção e tudo aquilo que amo em ti já não existe mais porque a sombra da pessoa que fostes me assombra com cada palavra não dita e com cada minúsculo esforço que fazes para dizer meu nome em voz alta porque não queres parecer infantil, quando na verdade o que queres dizer é: não sei dizer, não nos falamos mais.
Tu não queres dar o braço a torcer. Não quando eu comecei a procurar por toda e qualquer desculpa, para fingir que não quero te dizer como eu tenho passado, quais meus planos e os medos que tenho de seguir em frente sem teus conselhos.
Mas agora que estourastes a bolha de proteção e tudo aquilo que te orgulhavas em mim já não cabe mais porque o rastro da pessoa que me tornaria se perdeu em cada porta batida e em cada pontada que sinto ao perceber que me evitas de todas as formas, quando na verdade quero correr para longe e esconder as lágrimas que provocas.
E todos dizem que tudo o que basta é um “venha”. Para dizer sem esforço e sem medo em alto e bom som que tudo o que precisamos é um aviso. Um pequeno aceno. Um SINAL.
Quando na verdade eu sinto a tua falta. Toda a verdade de nossas mentiras está na falta que faço na tua vida e vice e versa. E posso escrever cada palavra dessas porque estou cansada e sei que não deveria ter te deixado ir. Eu deveria ter segurado firme, ficado de joelhos e implorado se fosse preciso. Agido novamente como aquela criança, e me arrastado aos teus pés, me agarrando com força em tua perna e chorado para que não me abandonasses.
Mas eu apenas finjo que posso ir para o conforto de teus braços; quando fecho os olhos e peço que o dia que segue não seja tão doloroso quanto o que se vai. Que algum dia eu possa ter teu perdão. Que algum dia eu possa perdoá-la. Que algum dia eu possa dizer o quanto você faz falta.
shelhass
Baseado na música Warning Sign por Coldplay e na vida.
Comentários
*Sei que fiquei um tempo sem te visitar, mas estou de volta =)
beeijos
No mais, adoro essas contradições entre o que se fala, e o que se sente, sempre tão presentes nos teus personagens.